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BRASIL, Nordeste, TERESINA, Mulher, de 20 a 25 anos, Bihari, Tonga
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Curtas...
Preciso ser mais tolerante. Ultimamente ando criando uma antipatia gratuita por algumas coisas, como por exemplo: salsinha, criança prodígio, barra anti-pânico, pantufas de coelho, estampa de dálmata, lápis de cor bege, rúcula, “hehehe”, propaganda de laxante, foto 2x2, ruivos, chocolate argentino, sopa de letrinhas, quadro de paisagem com água e árvore, Paulo Coelho, sombrinha, bandanas, Regina Duarte, manga de fiapo, clipe do Word, cores terciárias, folha de hortelã e escala 1/75...
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Bati o carro. Ou melhor, bateram em mim, afinal, foi direto no meu pára-choque traseiro. Nada muito grave, não amassou, nem nada. E a culpa não foi minha, o que foi melhor ainda. Mas o bom foi chegar em casa e contar a novidade, pintando com tintas dramáticas:
- Pai, mãe... me pegaram por trás!...
E, diante das caras estarrecidas de papai e mamãe, percebi a gafe que acabara de cometer e, rapidamente, tratei de tranqüiliza-los:
- Calma, gente! Foi no carro...
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Eu tinha 4 problemas para resolver. Resolvi que resolveria todos de uma vez só: iria esquece-los solenemente. Nada melhor que uma noitada daquelas... Não só esqueci, como ganhei mais uns 6 problemas seriíssimos, fora o torcicolo, o galo na parte de trás da cabeça, a falta da unha do dedão do pé, o zumbido que eu escuto no ouvido direito após as 16:22 todos os dias e a dificuldade em pronunciar certas proparoxítonas...
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Enquanto escrevia, inexplicavelmente, adquiri antipatia gratuita por mais algumas coisas: papel higiênico perfumado, talher de peixe, guaraná diet, suco de melão, as comunidades do orkut “sou legal, não estou te dando mole”, “se tu não quer, tem quem queira” e “eu nasci no dia do meu niver”, nomes duplos, pessoas que falam demais sobre seus cachorros, velhos tarados e caroço de abacate...
Escrito por M.Ad. às 22h33
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A volta da série: “Eu e meu Outro Eu Mais Sensato”
Eu: (triste) Me sinto mal...
Outro Eu: (lixando as unhas distraidamente) Isso não é novidade...
Eu: (suspiro)... aiai... (suspiro)...
Outro Eu: (ainda lixando as unhas) Ok então! Por que você se sente mal?
Eu: (suspirando) Porque eu não me vejo como uma pessoa especial...
Outro Eu: Como não se vê como uma pessoa especial?
Eu: Eu sempre acho que não tenho do que me orgulhar em mim...
Outro Eu: Que bobagem, você tem muitas coisas das quais se orgulhar em você...
Eu: (esperançosa) Sério? Como o quê????
Outro Eu: ...
Eu: ...
Outro Eu: ...assim, de improviso?...
Escrito por M.Ad. às 00h04
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Para não perder esse texto que eu gostei tanto...
O mal da circunferência...
(23/07/2006)
Você lembra que o cara era sempre o mais bem vestido, ou o mais bonito, ou o mais totoso, ou o mais style. Aquele corpinho esguio, ou até mesmo cheinho, mas sempre proporcional: o cara cabia exatamente no seu gosto. Até que, como ocorre em terras onde existem cerca de 8 mulheres para cada homem, ele arruma uma namorada. Tudo bem, tudo bem, vão-se os anéis, fica o prejuízo, e o carinha tão interessante some. Só que nosso grande amigo destino é chegado a umas sacanagens, então, invariavelmente o cara vai cruzar (no bom sentido) o seu caminho. Você olha nos olhos (continuam uma gracinha!), a boca (uma gracinha!), mas na hora que você chega nos ombros vai se decepcionando, até chegar ao ponto máximo do horror: a circunferência abdominal.
Sim, a circunferência é o maior aviso de “cuidado: compromisso sério”, nada de alianças ou uma camiseta do “sou do meu bebeziucholinho”. Aquele montinho horrível é a pior coleira masculina e a mais eficiente. A menina enche seu chuchupitelzinho das mais terríveis calorias, deforma-o, mantém o cara dependente e apaixonado e, ainda por cima, afasta rivais. E mal sabe o cara que está sendo vítima da mais cruel das proteções-anti-bruacas. A barriga simboliza o “tenho dona e ela me alimenta muito bem”. A barriga é o clímax da estabilidade. E caso o rapaz sorria, dê um cumprimento mais demorado ou até mesmo ameace ensaiar um flashback, não há nada a se fazer senão dar um sorriso amarelo, inventar uma desculpa e sair. Sentir pena é inevitável, afinal, ele não sabe do que está sendo vítima. E fugir é crucial, afinal, a pança, como arma perigosa, aciona um alarme mortal, cujos efeitos são uma grande ressaca moral de dores de cabeça insuportáveis no dia seguinte...
Observação: este texto se refere a um tipo específico de pança, não é nada contra gordinhos. Aliás, existem muitas outras e cada uma delas tem o seu significado, como por exemplo, a pança de chope, que simboliza tanto o “tenho dona, a cerveja” quanto o “meus amigos são os garçons de boteco, e eu sou fiel às amizades”. Mas isso é assunto para outras divagações...
Escrito por M.Ad. às 10h36
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