Hunf... ¬¬
Na realidade eu deveria estar, neste momento, terminando o projeto (da pensão, não!) do edifício, aquele que vai me garantir um mês de novembro sem tantos estresses, mas quem disse que eu agüento raciocinar com todo esse cansaço? Disse “sem tantos estresses” porque vai ser o último mês desta minha vidinha 100% mais ou menos. Não que eu esteja arrependida das decisões que tomei, longe disso, mas é que desde ontem, finalmente, a ficha começou a cair. Ou, como diz meu sábio Tintim, desde ontem “o cartão começou a contar”... coisas de quem foi criada em meio a telecomunicações... enfim!, o que interessa é que eu vejo que o tempo realmente é implacável: ainda ontem eu estava feliz porque ia haver mais um “ChARQ” e eu ia poder tomar chocolate sem culpa nenhuma, ou até com uma culpazinha de leve, mas como desta vez não seria tão inocente e haveria uma variedade maior de bebidas, eu não iria sentir... eu disse “ainda ontem”? Faz uma semana já... e foi o melhor até agora, não pela quantidade de pessoas, mas porque finalmente rolaram as tão famigeradas confissões (e que confissões!)... e rolaram também (da minha parte) algumas atitudes típicas de pessoas alteradas, mas que, espera-se não vai mais se repetir, afinal, o que os olhos não vêem, blábláblá, baboseiras clichês... e eu penso que não agüento mais acordar cedo e enfrentar o meu leão de todos os dias, mas sei que a partir da semana que vem, realmente a contagem regressiva aperta e eu vou morrer de saudades. E aí eu penso também no que eu vou deixar, nas amizades que eu fiz “e” nas que realmente valeram a pena ter feito, será que vão continuar?, isso eu não sei, às vezes a gente se torna mais amigo de uma pessoa quando está morando longe, típico dos seres humanos complicarem as coisas. E eu digo que tenho medo porque vou sair de uma terra pequenininha e cair num mundo cão, mas lembro da Miss Marble, personagem da Agatha Christie, que apesar de nunca ter saído daquela cidadezinha dos arredores de Londres, sempre conseguia solucionar os mais escabrosos mistérios, e dizia que era exatamente por isso, a natureza humana é a mesma em qualquer lugar do mundo, e que quem vive em cidades pequena tem a oportunidade de observar até mesmo de maneira mais completa. A “natureza humana”, eu odeio essa expressão... porque eu odeio a imprevisibilidade das pessoas, e odeio ter acabado por me colocar entre duas pessoas que eu amo muito, cada uma na mesma intensidade, e por ter levado “culpa” porque, simplesmente, expressei minha opinião... e agora me chega mamãe pra dizer que eu tenho que começar a fazer a limpa no guarda-roupa, afinal, falta pouco tempo, e etc, e etc, e etc, e putz! Falta pouquíssimo tempo, o autocad até fechou (sozinho, juro!) e eu ainda não fiz nada do tal projeto do edifício... ai, que sono, cadê o tempo, “ai meu Deus, se acaba tudo!, tanto bem que eu te queria”, e já é tarde, e cadê meu remédio, e aula, e trabalho, e regime, e... ai, que sono, boa noite, amigo computador!...
Escrito por M.Ad. às 23h10
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