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BRASIL, Nordeste, TERESINA, Mulher, de 20 a 25 anos, Bihari, Tonga
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S.O.S.
...e se, ao invés de eu gritar em plenos pulmões, eu simplesmente fungasse baixinho, fechasse os olhos e chamasse teu nome com tamanha concentração, até que aquela região entre os olhos, no meio da testa, começasse a formigar...
...você viria me salvar?...
Escrito por M.Ad. às 19h58
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5 tangiroskas...
Enquanto eu me direcionava à mesa escolhida no restaurante, senti aquele olhar, velho conhecido meu, acompanhando meus passos. Mas, ao contrário das outras vezes, eu não retribuí a atenção, nem naquela hora, nem depois, quando chegaram nossos convidados. Era observada o tempo todo, mas não queria reconhecer o sentimento naqueles olhos. Eu sabia que veria ternura ali... não amor, não paixão, apenas ternura, talvez até um pouco de compaixão ou até indiferença. Não importava. Concentrei-me na comida que, ainda bem!, estava ótima. Concentrei-me na conversa que, ainda bem!, estava animada. Sorria falsamente, no fundo eu fervia. De repente, aquela sensação de ser acompanhada sumiu. Arrisquei olhar em volta e vi meu observador indo embora. Alívio. Mas ainda sim, o estômago borbulhava. Não que eu não saiba que, hoje, o que eu imaginei a exatamente um ano atrás, não é mais possível. Eu sei. Mas ainda tenho a sensação de que eu perdi, tão comum às pessoas ciumentas e competitivas (grande peça que eu sou!). Acho que posso chamar tudo isso de orgulho. Maldito ego! Estávamos indo embora quando eu reconheci o carro. Quis o destino que o sinal fechasse bem no momento que os veículos emparelharam. E eu vi que eram dois os ocupantes. Nada de romantismo, nada de beijos, abraços, mãos dadas. Antes fosse, talvez a dor seria menor... o que eu vi foi a cumplicidade, a intimidade. Era claro ali que um pertencia ao outro, sem precisar ouvir o que diziam. E me veio uma onda de inveja, aquela ruim, que cega, que entristece. Eu queria viver aquilo que eles viviam, não com alguém específico, mas com... alguém, simplesmente. Me senti só... infelizmente, desta vez, eu não estava anestesiada. Fiquei completamente exposta ao meu mais profundo temor, maldita carência! Queria poder me conformar, acreditar, finalmente, que eu não nasci para dividir. Eles partiram. A partir daquele momento, eles iriam chegar em casa, conversar, se amar, dormir abraçados e felizes e eu... bem, eu iria continuar a dormir com três lençóis de casal, como fiz ontem, antes de ontem, e antes de antes de ontem. Talvez eu devesse me conformar... ou então, enfim!, talvez eu estivesse apenas bêbada...
Escrito por M.Ad. às 00h13
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Hora do Recreio...
Eu vou parar de me preocupar com o mundo. Vou parar de me estressar por coisas que eu não posso dar jeito. Olhar para o futuro sem me preocupar com o que eu deixo (de ruim) para trás. Eu só vou sentir saudades do que realmente importa. Eu vou deixar o cabelo crescer, ficar ruiva e vou obedecer ao regime. Eu vou me controlar, vou tomar decisões mais rápido. Vou me permitir sentir e não vou ter medo de assumir, vou me livrar de presenças inconvenientes aqui dentro de mim, por mais traumático que seja. Eu vou parar de interpretar as atitudes alheias tomando as minhas como referência. Vou chorar quando der vontade, e só vou guardar as rolhas de champanhe quando realmente isso significar alguma coisa para quem me deu. Eu vou respirar fundo antes de me zangar. Vou (tentar) sumir de MSN e de sites de relacionamento, parar de bisbilhotar a vida alheia e vou dar oportunidade às pessoas de realmente sentirem saudades de mim. Não vou mais puxar assunto mendigando atenção. Darei a chance ao mundo de rever seus sentimentos e sensações com relação à minha pessoa. Vou me dar um tempo. Vou adiar viagens e adiantar decisões. Vou assumir meus erros, não para o mundo, mas para mim mesma. Vou ser simpática com as pessoas mesmo em dias ruins. Não vou assumir mais responsabilidades do que o que eu dou conta. Só vou gostar de quem for digno de tal sentimento. Vou falar menos, escutar mais e procurar entender. Ler mais, ver mais filmes, vou passar a gostar de poesia. Vou ouvir menos em inglês e mais o nacional. Vou andar mais com o cabelo assanhado e a maquiagem (harmoniosamente) borrada. Pegar sol, lavar a roupa e aprender a cozinhar. Vou aprender a ser feliz, vou mudar, vou mudar...
...quer saber?, eu cansei. Vou tirar férias de mim mesma...
Escrito por M.Ad. às 22h45
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Mais um começo...
Comecei muitos textos, uns 30. Para ser mais exata, 32 recém-contados. Nenhum me pareceu digno de ser postado. Não sei por quê, antigamente era tão mais fácil escrever! Acho que era porque, neste antigamente, eu tinha menos receios. Eu não me importava em me expor, ao contrário, eu fazia o máximo para expressar tudo o que eu sentia. Era fácil achar a palavra certa. Eu cheguei, inclusive, a declarar o meu amor (amor?) ao cara que me alterava o bom senso em alguns posts. Ele leu, gostou, até hoje não sei se entendeu, acredito que sim, conversávamos muito sobre os textos, mas nunca sobre o tema. Foi uma paixão intelectual, amávamos falar, falar, falar, bêbados, sóbrios, acompanhados, sozinhos, ao vivo, por MSN... nesse tempo, era comum que a personagem principal atendesse simplesmente por “Ela”. Por ser mais fácil do que escrever em primeira pessoa e não parecer aquele texto “meu querido diário”, por ser mais fácil me dissociar do meu “Eu” para realmente sentir... coisas de gente tímida... boa fase, mas passou...
Acho que meu bloqueio vem porque o escritor precisa ser livre, seu único compromisso deve ser com o sentimento... ah, e o português, claro, mas isso fica implícito (pelamordedeus!). Eu não me sinto livre, ao contrário. Me sinto enjaulada numa realidade aborrecida. Não que minha vida seja ruim, mas ela está muito aquém do que deveria ser. Talvez por isso, mesmo com medo, mesmo com toda a minha característica aversão a mudanças, eu resolvi mudar o rumo. E espero que eu consiga levar adiante o projeto deste blog (sem perder senhas ou pior, e-mails... hehehehehehehehehe...). Já que escrever é um exercício diário, hora de voltar à ativa...
Escrito por M.Ad. às 14h44
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